segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Investimento Privado no Turismo - Brasil

Conforme Ruschmann (1997, p.45): “As projeções indicam que, mundialmente, o desenvolvimento do turismo continuará a apresentar-se favorável, o que transformará na maior atividade econômica do planeta”.
O conceito de turismo segundo a Organização Mundial do Turismo (2010), compreende as atividades de pessoas que viajam de e para ficar em lugares fora do seu ambiente habitual, por não mais de um ano consecutivo para lazer, negócios e outros fins.
O Brasil nas últimas décadas apresenta um processo de desenvolvimento do turismo. O Ministério do Turismo, desde 2003, propiciou através de recursos financeiros, programas de planejamento e projetos turísticos boas incitativas que impulsionaram o setor.
No entanto é preciso refletir o que e como o setor privado tem contribuído para o setor turístico deste estado. Segundo Trigo (1998, p.46) “Sem investimento privados não há desenvolvimento de longo prazo”.
Os projetos de desenvolvimento do turismo de âmbito regional e nacional não é responsabilidade apenas do setor público, de acordo com Trigo (1998, p.35), “os empresários, o capital internacional, os profissionais da área e a sociedade civil em geral devem participar desses projetos para que o turismo se torne, cada vez mais, um setor dinâmico, lucrativo (...)”.
O tema investimento privado é inovador no Brasil, porque existe uma escassez sobre o assunto. Foram levantadas as palavras chaves “investimento, privado e turismo” nos buscadores científicos como o Scielo e o Spell – Scientific Periodicals Electronic Library, Espaço Acadêmico - Ministério do Turismo, Portal de Periódicos do CAPES e as investigações encontradas eram apenas relacionadas com as palavras separadamente, não foi encontrado um documento com as três palavras agrupadas.
Por exemplos um estudo sobre o tema, segundo Severino e Tomasulo (2012), demonstrou que os governos federal e estadual são maiores financiadores referentes a projetos de turismo no estado de Santa Catarina. No entanto, quando se trata de fazer parcerias com as secretarias de turismo, todos os empresários querem participar para manter seus interesses, mas quando os projetos necessitam de recursos financeiros não é encontrada a mesma iniciativa.
De acordo com Rocha & Teixeira (1996) descobrem fortes evidências que o investimento público exerceu um papel substitutivo ao investimento privado no período 1965-90.
Desta forma, a necessidade de investimento no setor turístico é fato. Os setores primordiais são: investimento de infraestrutura turística e pública, investimento na promoção dos destinos, na qualificação dos recursos humanos, investimento de ações para o desenvolvimento da sustentabilidade das cidades turística. Os recursos destes investimentos também precisam vir da rede de empresários, que usufruem dos benefícios, mas não querem fazer o seu dever que é injetar dinheiro para que o setor se desenvolva. 
Por fim, tão importante quanto à liberação dos recursos do governo para desenvolvimento do turismo é a aplicação de investimento privado.

  

Fonte:
OMT. Disponível em http://www.world-tourism.org. Acesso: 24/05/2010
RUSCHMANN. Doris, Turismo e Planejamento Sustentável. Campinas, SP: Papirus, 1997.
ROCHA, C.H., TEIXEIRA, J.R. (1996) “Complementaridade Versus Substituição entre Investimento Público e Privado na Economia Brasileira: 1965-90”, Revista Brasileira de Economia, vol.50, nº 3, Julho/Set..
SEVERINO, S.; TOMASULO, S. Planos estratégicos municipais de turismo do Estado de Santa Catarina - roteiros turísticos  regionais: um estudo. Turismo em Análise, v. 23, n. 2, p. 408-436, 2012.
TRIGO. L. G. Turismo Básico. São Paulo: Editora Senac, 1998.






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