terça-feira, 29 de novembro de 2011

BOM ATENDIMENTO NO SETOR TURÍSTICO X BAIXOS SALÁRIOS E A FALTA DE PROFISSIONALIZAÇÃO.



A decisão do destino a ser escolhido por alguém depende de uma série de fatores, dentre eles estão os atrativos turísticos, a hospitalidade do local, os eventos disponíveis, a estrutura oferecida, sinalização adequada, transporte de qualidade, segurança etc. Além disso, os hotéis, as agências de viagens, os guias, as locadoras de veículos, o entretenimento e os serviços prestados ao turista, devem ser adequadamente preparados para oferecer um atendimento de qualidade ao turista (FECOMÉRICO SP).
O atendimento de qualidade depende exclusivamente da relação de dependência entre o atendente, a organização e o cliente. (CARVALHO, 1999) Na relação apresentada, o atendente tem uma função muito importante, porque tem que está focado na satisfação do cliente, respeitando as normas e padronizações da empresa.
No entanto, os empresários de turismo do Brasil não compreendem que o fator recursos humano é seu melhor diferencial. Conforme a CATHO (2005), “Na questão dos salários fixos o ramo Hoteleiro e de Turismo ocupa a última posição entre os ramos econômicos. Essa colocação é explicada pela pouca profissionalização da mão-de-obra apesar dos constantes e volumosos investimentos no setor.”
Os fatores que impulsionam esta realidade do setor são a mão de obra intensiva, de períodos de atividade sazonal e irregular, apresentando tendências para empregar mão de obra barata.
Ao longo dos anos nada mudou, mesmo com o crescimento do setor, a falta de qualidade e profissionalização da atividade turística é preocupante. Como afirma Trigo (2003), Um dos problemas do turismo brasileiro é de qualidade mesmo. Qualidade, assim como competência, não é um preconceito ou uma ideologia burguesa. Quem é contra padrões de qualidade ou não sabe o que está falando ou quer, talvez inconscientemente, justificar suas próprias carências profissionais. Evidentemente o campo educacional não pode se limitar a padrões de qualidade medíocres ou formais.
Não podemos deixar continuar este círculo vicioso, onde os fatores sazonais do turismo sempre são relacionados com a contratação de mão-de-obra barata e conseqüentemente a baixa qualidade do setor. Os empresários do turismo devem agir de maneira coerente, contratar profissionais e pagar o preço justo por seus bons serviços. Agindo desta maneira a satisfação do turista estará garantida.


CARVALHO, Pedro Carlos de. Administração mercadológica. 1.ed. Campinas: Editora Alínea. 1999. 233p.
http://www.fecomercio.com.br/arquivos/outros/3b2445c346_turismo.pdf
http://www3.catho.com.br/salario/action//artigos/Remuneracao_entre_os_ramos_de_atividade_economica.php
TRIGO - http://www.etur.com.br/conteudocompleto.asp?IDConteudo=875

domingo, 27 de novembro de 2011

TURISMO E DESENVOLVIMENTO


O turismo gera inúmeros impactos na região onde é fomentado.  Assim,  o  ideal    para desenvolver o setor é o planejamento. Poucos destinos no mundo  foram  planejados, na maioria dos casos a atividade ocorre devido a um acontecimento ou a descoberta de um atrativo natural ou artificial.
Na seqüência, a demanda turística inesperada gera conflitos e oportunidades nos destinos, a crise gerada é o momento ideal para comunidade discutir o setor e decidir as direções. No entanto o que geralmente ocorre é que os “interessados” no assunto (hoteleiros, políticos e comerciantes) tomam a frente do que deve ser feito, ocasionando inúmeros prejuízos socias e ambientais devido à falta de conhecimento e ambição das pessoas envolvidas.
Para Sachs (2001), o desenvolvimento não está contido no crescimento econômico. O crescimento econômico, se repensado de forma adequada, de modo a minimizar os impactos ambientais negativos, e colocado a serviço de objetivos socialmente desejáveis, continua sendo uma condição necessária para o desenvolvimento.
O turismo está interligado ao desenvolvimento, porque além dos recursos utilizados para atender a população local é preciso desenvolver, criar, gerar novos recursos para atender a nova demanda.
O desenvolvimento está ligado a várias vertentes desde a oportunidade de exercer as capacidades individuais conforme Veiga (2005), até a efetiva melhoria das condições de vida das populações Furtado (1961).*
Neste sentido, o setor do turismo pode fomentar as regiões com políticas públicas que protejam o meio ambiente, valorize a cultura local, crie fortalecimento institucional da atividade turística, distribua as atividades e os eventos em torno de todos os setores da sociedade, oferecendo oportunidades de distribuição de renda. Ainda, os administradores precisam  realizar a regionalização dos destinos, para que as cidades vizinhas dos destinos principais também sejam visitadas, viabilizando também a distribuição da capacidade de carga dos lugares. Os fatores sazonais, que muitos autores tentam minimizar, precisam ser revisto e pensados como oportunidades de conservação e reestruturação das cidades.
O Turismo atinge o desenvolvimento quando: planejado, realizado e administrado focando nos objetivos coletivos.

SACHS, Ignacy. Desenvolvimento sustentável. Brasília: Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Renováveis – IBAMA, 1996
VEIGA, J. E. da.  Desenvolvimento sustentável:  o desafio do século XXI. Rio de
Janeiro: Garamond, 2005
Cadernos do Desenvolvimento, 2006, p. 25.

*FURTADO, 1961  apud 

sábado, 19 de novembro de 2011

FACULDADES DE TURISMO


No site http://emec.mec.gov.br é possível verificar todos os cursos de turismo cadastrados no Ministério da Educação - MEC. Os interessados em seguir carreira no setor de turismo podem consultar na guia Consultas Avançadas os cursos válidos.
São inúmeros cursos: Turismo, Turismo e Lazer, Gestão do Turismo. A recomendação é fazer o um curso mais completo como o de Turismo e Hotelaria. Na tabela abaixo está listado os cursos em atividade no país:


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Responsible tourist


Considering:
UNIVERSAL DECLARATION OF HUMAN RIGHTS
The Global Code of Ethics for Tourism


The attitudes of responsible tourist:


-Travel using their rights of freedom, for order to obtain the personal, cultural and educational;


-When you to travel, have information about the place;


-Use all services of the tourism chain: travel agency, hotel and restaurant;


-Respect the people the place visited  in a spirit of tolerance and respect for diversity;


-Sustainably use the natural resources of the cities visited;


-Participate in cultural activities of the place visited, enjoying the traditions, social and cultural practices.


-Visit the tourist attractions, local cultural heritage, preserving the places for future generations;


-Make your travel of vacation every year ;


-Do not practice sex tourism,  to protect human rights, not subjecting anyone to inhuman or degrading treatment.

Turista Responsável


As atitudes do turista responsável:


  • Viajar utilizando seus direitos de liberdade, com o intuito obter o desenvolvimento pessoal, cultural e educacional;

  • Obter informações gerais do lugar onde pretende visitar;

  • Quando possível utilizar todos os serviços da cadeia do turismo: agência de viagem, hotelaria e restaurante;

  • Respeitar pessoas da comunidade visitada com espírito de tolerância e respeito à diversidade;

  • Utilizar de maneira sustentável os recursos naturais das cidades visitadas;

  • Participar de atividades culturais do lugar visitado, apreciando as tradições, práticas sociais e culturais.

  • Visitar os atrativos turísticos, patrimônio da cultura local, conservando os locais para futuras gerações;

  • Sempre que possível viajar nas suas férias de direito, para o seu repouso e lazer;

  • Não praticar o turismo sexual, protegendo os direitos humanos, não submetendo ninguém ao tratamento desumano ou degradante.

Fonte:
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS 
O CÓDIGO MUNDIAL DE ÉTICA DO TURISMO

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Destinos Indutores e Estudo da Competitividade - Brasil



O Estudo de Competitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional do Brasil pode ser pesquisado na íntegra, o link está no final do texto.

As cidades selecionadas como destinos indutores foram avaliadas no 1º Encontro Nacional do Programa de Regionalização do Turismo, ocorrido em Brasília, em outubro de 2006.

A metodologia para avaliar os destinos turísticos foi determinada da seguinte maneira: foi estabelecido uma escala de 0 a 100, para a análise dos resultados. 


O "Plano Nacional do Turismo 2007-2010 - Uma Viagem de Inclusão" descreve como destinos indutores: o destino turístico identificado com a capacidade de induzir o desenvolvimento regional. Isso significa que esses destinos de turismo terão prioridade para receber investimentos técnicos e financeiros do Ministério do Turismo e serão foco para a realização de articulações e busca de parcerias com outros ministérios e instituições.

Os Destinos Indutores terão a responsabilidade de propagar o desenvolvimento nos roteiros dos quais fazem parte e, conseqüentemente, nas regiões turísticas que perpassam. Suas experiências e práticas exitosas devem ser multiplicadas para outros destinos e roteiros que integram as 200 regiões turísticas do País.



Estudo da Competitividade dos Destinos Indutores:
  • O primeiro nível (0 a 20 pontos) deficiência em relação à determinada dimensão; 
  • O segundo nível (21 a 40 pontos), níveis inadequados para a competitividade de um destino; 
  • O terceiro nível (41 a 60 pontos) configura situação regularmente satisfatória
  • O quarto nível (61 a 80 pontos) revela a existência de condições adequadas para atividades turísticas, e é, neste trabalho, o padrão mínimo de qualidade para a dimensão analisada; 
  • O  quinto nível corresponde ao melhor posicionamento que um destino pode alcançar em uma dada dimensão (81 a 100 pontos).
Fonte: 

Indicadores do turismo sustentável.



Conforme a OMT (2003), o Turismo Sustentável leva à gestão dos recursos de modo que as necessidades econômicas, sociais e estéticas sejam preenchidas, mantendo a integridade cultural e ambiental. Para a Organização Mundial do Turismo os indicadores de meio ambiente são: a água, ar, fauna, terra/solo, habitat, uso de energia e recursos, e resíduos.

Além disso, o IBGE (2002, p.10) conceitua indicadores como “ferramentas constituídas por uma ou mais variáveis que, associadas através de diversas formas, revelam significados mais amplos sobre os fenômenos a que se referem”.

O documento denominado Indicadores do Desenvolvimento Sustentável do IBGE (2010), formatou os diversos padrões de indicadores para a atividade sustentável. Os indicadores são divididos em quatro categorias: dimensão ambiental, dimensão social, econômica e institucional. Na categoria ambiental são considerados: atmosfera, terra, água doce, oceanos, mares e áreas costeiras, biodiversidade e saneamento. Na dimensão social: população, trabalho e rendimento, saúde, educação, habitação e segurança. Dimensão econômica: quadro econômico e padrões de consumo. Dimensão institucional quadro institucional e capacidade institucional.

Finalizando, apresentamos dois sistemas que auxiliam a aplicação dos indicadores de sustentabilidade nas empresas e na prestação de serviços de maneira prática e funcional, diminuindo os impactos ambientais: Meios de hospedagem -  Sistema de gestão da sustentabilidade - ABNT- NBR 15401:2006, Selo Verde e lSO 14001Sistema de Gеstão Ambiental.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE TURISMO. Guia de desenvolvimento do turismo sustentável. Tradução Sandra Netz. Porto Alegre: Bookman, 2003.
 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Indicadores de  desenvolvimento sustentável: Brasil 2002. Disponível em  <http://www.ibge.gov.br/home/geografia/ambientais/ids/ids.pdf>. Acesso em: 1 dez. 2003
___________________________. Indicadores de desenvolvimento sustentável: Brasil 2002. Disponível em